PARAGUAY RESISTE

Antes de tudo, um Deja-vu: A Revolução Não Será Televisionada?

Para quem ainda não assistiu, talvez possa ajudar a entender um pouco de nossa história recente, como se dão estes tipos de GOLPE nos bastidores e o grotesto papel dos monopólios midiáticos.

Paraguai: resistência ao golpe ganha página na internet

de Marco Aurélio Weissheimer

Via Carta Maior

A Frente Nacional de Defesa da Democracia, criada no último sábado, em defesa do processo democrático no Paraguai e contra a forma pela qual foi deposto o presidente Fernando Lugo, lançou nesta segunda-feira uma página na internet, Paraguay Resiste , que transmitirá informações sobre as marchas e mobilizações contra o golpe de Estado que afastou Lugo da Presidência. A página será também um espaço de organização da resistência contra o movimento golpista.

Desde o final de semana, grupos de resistência começaram a ser formados por todo o país. Sob a consigna “Fuera el Golpista Franco, Fuera el Gobierno Trucho”, as organizações sociais e políticas que apoiam Lugo iniciaram um processo de mobilização que deve se intensificar nos próximos dias na capital e no interior do país.

O movimento de resistência civil liderado pela Frente Nacional de Defesa da Democracia recebeu diversas manifestações de apoio e solidariedade nos últimos dias. O Conselho Latinoamericano de Ciências Sociais (Clacso) divulgou nota denunciando “o processo sumário e destituído de toda legalidade realizado contra o presidente Fernando Lugo”.

“O Clacso repudia de forma enérgica e inequívoca este novo golpe ao presente e ao futuro da democracia paraguaia. Nossa rede institucional se manifesta de maneira contundente contra toda violação dos direitos humanos e cidadãos, da liberdade de expressão e de mobilização do nosso povo irmão, e exige o imediato restabelecimento do presidente Fernando Lugo em suas funções constitucionais”, afirma a nota.

Brasil vai buscar consenso sobre o Paraguai

O ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse nesta segunda-feira (25), que a rapidez do processo de afastamento do presidente do Paraguai, Fernando Lugo, causou “estranheza” e “perplexidade” ao governo brasileiro. “Você mudar o presidente de um país num período de 24 horas, 30 horas é de todo inusitado”, disse Carvalho à Agência Brasil. Ele reafirmou que o Brasil não deve tomar qualquer medida em relação ao Paraguai que não seja fruto de um consenso entre os países da região.

“Acho correto que a Unasul (União de Nações Sul-Americanas) e o Mercosul, que têm nas suas cartas de princípio a defesa da democracia, tenham uma ação mais forte”, acrescentou. Para o representante do governo brasileiro, o que ocorreu no Paraguai está na contramão da consolidação da democracia na América Latina.

O presidente do Uruguai, José Mujica, também pensa que o Paraguai está na contramão. Para Mujica, “houve um golpe de Estado parlamentar, como ocorreu antes no Equador e em Honduras”. A destituição de Lugo, disse o chefe do Executivo, foi “aparentemente legal, mas moralmente ilegítima”. O presidente uruguaio sugeriu que o novo chefe de Estado, Federico Franco, antecipe as eleições presidenciais, marcadas originalmente para abril de 2013, para que o Paraguai tenha um presidente eleito pelo povo.

Sobre a suspensão do Paraguai do Mercosul, Mujica defendeu que a relação do país com o bloco sulamericano “seja mantida apenas do ponto de vista instrumental” até que exista presidente “eleito pelo povo paraguaio. O Paraguai “mantém seus direitos e obrigações no Mercosul, mas não poderá participar da tomada de decisões”.

Papel da Igreja Católica chama atenção


Na Argentina, doze dos quinze membros que integram a Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovaram um texto condenando a destituição de Fernando Lugo. Representante do governista Frente para a Vitória, Miguel Ángel Pichetto, classificou a decisão do parlamento paraguaio como “um golpe com características novas, distintas daquelas que vivemos no passado”. Pichetto chamou a atenção para o papel assumido pela Igreja Católica paraguaia no processo de derrubada de Lugo.

Na mesma direção, a presidenta interina do Senado, Beatriz Rojkés de Alperovich afirmou: “Os atores destes fatos são sempre os mesmos – a Igreja, os meios de comunicação monopolistas e o establishment”. Luis Naidenoff, da União Cívica Radical (UCR) acrescentou: “No Paraguai se desrespeitou o devido processo legal e o direito à defesa”.

Na França, o governo de François Hollande manifestou de forma oficial sua preocupação com a forma pela qual foi destituído o presidente Lugo e declarou apoio à mediação da União de Nações Sulamericanas (Unasul) para buscar uma saída democrática ao conflito. O comunicado do Ministério de Relações Exteriores diz que “a França apoia os esforços das organizações regionais, principalmente da Unasul para permitir ao país encontrar uma solução constitucional, democrática e pacífica para a crise que atravessa”.

Além disso, o governo francês pede que se respeite “a vontade soberano do povo paraguaio que elegeu Lugo como chefe de Estado em 2008”. Posição semelhante foi externada pelo chanceler espanhol, José Manuel García-Margallo, que expressou apoio ao Mercosul e a Unasul na “gestão da crise política no Paraguai”.

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Um pouco do histórico dos fatos golpistas na Nossa América e do fantasma do autoritarismo latino-americano, em Outras Palavras:

A última onda de aparições do fantasma do autoritarismo emergiu após a eleição de governos de esquerda na América Latina, no início dos anos 2000. Não, não me refiro ao comportamento supostamente anti-democrático de líderes como Hugo Chávez na Venezuela, acusado de proto-ditador pela mídia conservadora e seus ouvintes beneficiários (elites econômicas) ou iludidos (classe média conservadora). Refiro-me sim às recentes tentativas (algumas efetivas) de golpes contra presidentes reformistas ou revolucionários que têm adotado políticas de redistribuição de riqueza e maior assertividade no cenário internacional.

Na Venezuela, Chávez foi removido temporariamente do poder em 2002, num golpe militar que contou com o apoio dos grandes grupos empresariais (Fedecámaras) e midiáticos. Na época, o governo dos Estados Unidos, embora negue apoio ao golpe em si, financiava organizações políticas que se opunham ao governo eleito de Chávez. Na Bolívia, em 2008, em meio a uma crise política associada a um processo constituinte, o presidente Evo Morales teve de se submeter a um referendo que decidiria se ele permaneceria ou não no poder. Morales teve seu mandato ratificado por mais de 67% dos votos válidos. Em 2009, o presidente de Honduras Manuel Zelaya foi destituído do cargo através de ação militar respaldada pelo Parlamento e pela Suprema Corte do país, numa transição que foi classificada como golpe de Estado pela comunidade internacional. Em 2010, foi a vez de Rafael Correa, presidente do Equador, que teve de superar uma revolta policial que pretendia destituí-lo do poder e, alegadamente, assassiná-lo. Agora, foi a vez do Paraguai. O mesmo Congresso Nacional que tem bloqueado a adesão da Venezuela como membro integral do Mercosul, acusando este país de não ser democrático, promoveu com o impeachment um golpe parlamentar disfarçado de julgamento, sem motivos razoáveis e sem respeito a direitos constitucionais. Atrás do golpe, a disputa entre uma oligarquia agrária e movimentos camponeses pela principal riqueza do país: a terra.

Continue lendo…

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E aqui outros pontos de vista que você não verá na televisão:

Em Burgos CãoGrino: Golpe no Paraguai – Qual será o próximo país???

Em Outras Palavras: Surpresa no Paraguai: é possível reverter o golpe.

No Viomundo – Rafael Correa: “Estamos diante de uma guerra não convencional”

No Vermelho – Tarso Genro: Um golpe de novo tipo contra Lugo

No Gilson Sampaio – O papel da Monsanto na morte dos camponeses e no golpe contra Lugo

O Dia que Durou 21 Anos

No dia da mentira: a Verdade….a verdade…

“VI VERI VENIVERSUM VIVUS VICI” –

“PELO PODER DA VERDADE, EU ENQUANTO VIVO, CONQUISTEI O UNIVERSO”

Fausto

Via Redecastorphoto

“O QUE FAZ UM PAPA?”

Comentário da redecastorphoto:
MILICANALHAS (Golpistas de 1964 e seus seguidores/ apoiadores atuais) NADA tem a ver com o Brasil e muito menos com o povo brasileiro. São meros jagunços corrompidos moral e materialmente além de comandados por potência estrangeira até os dias de hoje. São cânceres adestrados nos colégios e escolas militares em todo o Brasil baseados em falsa luta ideológica e em suposta TUTELA do Poder Civil. A MILICANALHICE e a MENTIRA histórica são as marcas registradas da formação dos militares latino-americanos em geral e mais evidente no nosso Brasil. Aprendem na “Escuela de las Americas”.

Laerte Braga – A Semana

Dois papas foram suficientes para iniciar o processo de desconstrução de dois mil anos da Igreja Católica Apostólica Romana. João Paulo II e agora o ridículo Bento XVI. Nem os Bórgias e outros tantos complicados conseguiram tal feito. João Paulo II um mero instrumento de marketing e Bento XVI uma espécie ator fracassado que vive de algo assim como “aí que loucura”, padrão Narcisa Tamborindeguy.

A diferença é o estilo solene, o que o torna mais ridículo ainda.

Fidel Castro matou a pau, ou seja, puxou aquele pininho de plástico que mantém o boneco cheio de ar. Murchou.

“O que faz um papa?”. Se confrontada a pergunta de Fidel com a feita por Stalin a propósito de ameaças de excomunhão – “quantas legiões tem o papa?” – o líder cubano mostrou seu tamanho histórico diante de uma futura nota de canto de página. Bento XVI.

O tamanho de Castro é incomensurável diante do papa. Não escreverei o chavão, um gigante diante de um anão para não ofender anões.

O golpe militar de 1964, o maior primeiro de abril de toda a história do Brasil tenta mostrar-se vivo na reunião de vampiros dos porões das torturas, assassinatos, estupros, escorados na canalhice de um patriotismo canhestro – quem comandava era um general norte-americano – num patético cenário no Clube Militar.

As cortinas que escondem o sangue que ainda escorre da barbárie escondem também a covardia atrás da lei da anistia.

Chega a ser inacreditável que as forças armadas aceitem tamanha desonra a partir de “militares” sem qualquer compromisso com o País e que deveriam estar presos. Os crimes que cometeram não prescrevem, são crimes contra a humanidade.

O documentário de Camilo Tavares – link no final deste artigo – e roteiro de Camilo e Flávio Tavares mostra a valentia dessa gente, de quatro para o general Vernon Walthers comandante do golpe. Revela a participação dos EUA no processo e o patriotismo canalha dos torturadores.

Morreu Millôr Fernandes. Dentre várias frases – e um monte de outras coisas – lapidares, uma sobre militares da ditadura – “da pretensão intelectual de Castello Branco passamos à grossura paternal de Costa e Silva, que foi substituída pela algidez abúlica de Garrastazu, que deixou o lugar para a altanaria romano-prussiana de Geisel, que o entregou a seu delfim (não o neto) o ego-sum-qui-sum João Figueiredo, todos bem diferentes mas com uma identidade em comum – o absoluto desprezo pelo civilis vulgaris”.

O jornalista Flávio Tavares em seu livro “1961 O GOLPE DERROTADO”, mostra o tamanho político de Leonel Brizola, o único político brasileiro a enfrentar a GLOBO e seu poder de peito aberto. A coragem e a determinação de outros tantos que seguiram Brizola no Movimento da Legalidade e ficou claro que era possível resistir a 1964.

O diabo é que os norte-americanos, em sua forma normal, demoníaca, estavam às costas no comando dos golpistas e prontos para rachar o País em dois.

Essa história tem que ser contada tim por tim tim antes que as gerações futuras acreditem que fomos salvos do comunismo ateu por um bando de torturadores, estupradores, assassinos, etc e tal.

Inferno mesmo vive o senador Demóstenes Torres, do DEM, parceiro dos tucanos, neste momento às voltas com trapaças as mais porcas, mas nem por isso deixou de ser líder do partido.

Demóstenes é aquele cara que correu ao gabinete do ministro Gilmar Mendes, então presidente do STF – Supremo Tribunal Federal – onde montaram uma gravação fajuta, imputaram o fato a ABIN – Agência Brasileira de Informações – e ao delegado hoje deputado Protógenes Queiroz, para tirar o foco dos habeas corpus ao patrão Daniel Dantas, tudo posto na primeira página da revista VEJA, publicação semanal do crime organizado.

Aí pula para a Síria. A mídia continua a noticiar as versões divulgadas pelo Departamento de Estado e pela secretaria geral do complexo ISRAEL/EUA TERRORISMO S/A. São dois alvos prioritários. O Líbano, ali pertinho e o Irã, na vontade de Obama, para depois das eleições.

Um dos fatos mais importantes da semana foi a conferência do embaixador do Irã no Brasil , Mohammad Ali Ghanezadeg Ezabadi na sede da ABI – Associação Brasileira de Imprensa -. Falou a um auditório lotado, respondeu a todas as perguntas feitas e foi aplaudido quando disse que no Irã a última palavra diante do que “a mulher está dizendo é sempre a dos homens: sim senhora”.

A palestra foi promovida pela ASSOCIAÇÃO DE ENGENHEIROS DA PETROBRAS – AEPET – e Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro.

A verdadeira razão do conflito com os EUA foi posta às claras – “o Irã é o segundo país do mundo em gás natural e petróleo. E o primeiro em recursos de hidrocarbonetos. Certamente, haverá uma grande repercussão no mundo no momento em que o Irã passar a somar esse fato a um grande desenvolvimento tecnológico que é o nosso objetivo. No futuro a energia será o ponto final das conversas”.

O embaixador negou intenções militares no programa nuclear de seu país e afirmou que isso é mais outro pretexto dos norte-americanos para justificarem suas ações contra o seu país. Segundo ele a antigo União Soviética tinha um formidável arsenal nuclear e nem por isso deixou de existir. Muito menos a África do Sul, com outro arsenal nuclear conseguiu evitar o fim do apartheid. Para o embaixador é preciso energia nuclear para todos povos e armas não, mas mais justiça social.

O objetivo dos norte-americanos é simples segundo o embaixador – “dominar o mundo”. O diplomata fez menção ainda a existência de uma importante comunidade judaica em seu país, com representação no Parlamento.

O resto, deixou claro, é distorção da mídia.

É um fato que ninguém tem dúvida. Seja a intenção do complexo ISRAEL/EUA TERRORISMO S/A, sejam as distorções da mídia. A mídia de mercado, no Brasil, sem exceção, é parte decisiva no esquema do crime organizado, marca registrada do capitalismo.

Que o diga o líder do DEM, ou o ministro Gilmar Mendes, ou o banqueiro Daniel Dantas, ou esse esquema que ficou sintetizado numa palavra “Privataria Tucana”. Hoje é “Privataria Petista” também. Disfarçada aqui e ali, mas privataria.

O grande dilema é se vai ser permitida ou não a venda de bebidas alcoólicas nos estádios durante a Copa do Mundo. E o Código Florestal, obra conjunta do latifúndio com o PC do B, uma das mais importantes empresas no contexto do “capitalismo a brasileira”.

Nesse vai e vem de quem governa, se a FIFA, ou Dilma, Mano Menezes, que dizem ser técnico de futebol e ainda por cima da seleção brasileira, foi pego no contrapé da lei seca. Estava chumbado. Certas convocações estão explicadas.

Guilherme Rosário Pereira era sargento do Exército e morreu na frustrada tentativa de um ato terrorista num show de primeiro de maio no Rio Centro. Era uma jogada da linha dura para culpar a esquerda e acabar com a distensão, palavra inventada no governo Geisel para por fim consentido à ditadura militar. Na agenda de Rosário os nomes dos militares – hoje se escondem atrás da saia da anistia na clássica covardia de torturadores – envolvidos em atentados que tinham exatamente o objetivo de “justificar” a volta da ditadura com todos os seus ingredientes de perversidade, dentre eles o AI-5.

Os caras não conseguiram, mas montaram firmas de vigilância, de segurança, se encheram e se enchem de dinheiro, muitos construíram poleiros em estatais e entre eles coronéis, majores, etc.

É essa turma que fala em patriotismo e defesa da democracia. Um deles, torturador, assassino, estuprador, o coronel Brilhante Ulstra, é colunista do jornal FOLHA DE SÃO PAULO. O que emprestava os caminhões para a desova de corpos e chamou a ditadura de “ditabranda”.

Mas, afinal, o que faz o papa? O mesmo que fazem paraquedistas estúpidos que pularam em desafio à democracia, esquecidos dos porões sombrios da ditadura? Como se fossem super homens ou guardiões da pátria? São canalhas que estão escondidos debaixo da cama por conta de todo o horror que geraram em seu patriotismo idem.

“O dia que durou 21 anos”é um documentário co-produzido pela TV Brasil e Pequi Filmes, direção de Camilo Tavares, roteiro e entrevistas de Flávio Tavares e Camilo Tavares que mostra os reais comandantes de 1964 e a covardia dos golpistas.

Pode ser visto em:

Obs.: Título original – O Dia que durou 21 anos
Extraordinário Documentário que revela minuciosamente a participação do governo dos Estados Unidos no golpe militar de 1964 que durou até 1985 e instaurou a ditadura no Brasil.
Pela primeira vez, documentos do arquivo norte-americano, classificados durante 46 anos como “Top Secret” são expostos ao público.
Textos de telegramas, áudio de conversas telefônicas, depoimentos contundentes e imagens inéditas fazem parte desse documentário, narrado pelo jornalista Flávio Tavares.

Inconfidência Mineira: memória enforcada e esquartejada!

Dívida de Minas com a União foi a que mais cresceu no país

Via ContextoLivre

Débito do Estado subiu 356,30% nos últimos 11 anos e fechou 2011 em R$ 62,1 bilhões, conforme dados divulgados pela Casa.

O tamanho e as dificuldades que os Estados enfrentam para pagar suas dívidas com a União são assuntos recorrentes em Brasília. É para tratar do tema que governadores das 27 unidades federativas e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, vão se reunir em uma audiência pública na Câmara dos Deputados no dia 19 de abril. Para Minas Gerais, a discussão tem especial interesse. De todos os estados do país, nenhum viu sua dívida crescer tanto entre os anos de 2000 e 2011. Veja o ranking abaixo.

De acordo com dados divulgados pela Casa, com base em números da Secretaria do Tesouro Nacional, a dívida consolidada líquida do Estado com a União passou de R$ 13,6 bilhões, em 2000, para R$ 62,1 bilhões, em 2011. O crescimento registrado no período foi, portanto, de 356,30%. A média de todos os entes federativos estaduais foi de 110,51%. No total, os estados e o Distrito Federal deviam, ao final do ano passado, R$ 388,4 bilhões à União. Em 2000, o valor era de R$ 184,5 bilhões.

Com o crescimento experimentado ao longo dos últimos 11 anos, a dívida de Minas Gerais ultrapassou o débito do Rio de Janeiro e passou a ser a segunda maior do país. O governo fluminense viu sua dívida subir 119,35% no período, passando de R$ 23,8 bilhões para R$ 52,3 bilhões. O Estado com mais débitos com a União ainda é São Paulo, que registrou aumento de 143,13% da dívida, passando de R$ 62,3 bilhões para R$ 151,5 bilhões.

Procurado, o governo de Minas encaminhou a solicitação da reportagem para a Secretaria de Estado de Fazenda. A pasta, por sua vez, alegou que, por se tratar de um tema técnico, de alta complexidade, demandaria análise mais aprofundada, não enviando resposta até o fechamento desta edição.

Para discutir a situação difícil enfrentada pelos Estados com relação ao pagamento da dívida com a União, a Câmara dos Deputados formou um grupo coordenado pelo ex-líder do governo na Casa, Cândido Vaccarezza (PT-SP). O colegiado possui 13 integrantes, incluindo três mineiros: os deputados Lincoln Portela (PR), Odair Cunha (PT) e Vitor Penido (DEM). Os outros são: Carlos Magno (PP-RO), Danilo Forte (PMDB-CE), Edmar Arruda (PSC-PR), Guilherme Campos (PSD-SP), Jorge Corte Real (PTB-PE), Sarney Filho (PV-MA), Severino Ninho (PSB-PE) e Vaz de Lima (PSDB-SP), além de Vaccarezza e um integrante do PDT ainda não indicado.

No encontro do dia 19 de abril, eles irão construir uma proposta para reduzir o peso do pagamento das dívidas sobre as contas estaduais, liberando recursos para investimentos. Na reunião que selou a criação do grupo, na última terça-feira, um levantamento feito por analistas legislativos da Câmara mostrou que 25, dos 27 entes federativos, têm dificuldade para fazer os pagamentos.

A situação é mais grave agora, com a queda da taxa básica de juros (Selic). O saldo devedor das dívidas estaduais é atualizado pelo IGP-DI mais uma taxa de 6% a 7,5% ao ano, número que somado supera a Selic, hoje em 9,75%, provocando um descompasso que dificulta os pagamentos.
A Câmara já discutiu a situação entre 2009 e 2010, em uma CPI para investigar a dívida do setor público. Os projetos para atenuar a situação fiscal dos estados, no entanto, não vingaram.

Ricardo Corrêa
No Hoje em Dia

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Como surgiu a dívida do estado de Minas Gerais:

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No Auditoria Cidadão da Dívida , vemos mais sobre a discussão do assunto acima:

A TV Câmara mostra as atividades do Grupo de Trabalho recém criado na Câmara dos Deputados para debater as dívidas dos estados com a União. Apesar dos entrevistados pela reportagem defenderem o corte de gastos sociais dos governos estaduais como solução para o problema, é importante ressaltar que, mesmo pagando religiosamente a dívida há mais de uma década, os governadores viram suas dívidas explodirem, devido às taxas de juros astronômicas. Tais taxas de juros são de 6% a 7,5% ao ano mais o IGP-DI, o que em 2010 representou quase 20% ao ano, ou seja, mais que o dobro da Taxa Selic, que já é a maior taxa básica do mundo. Os juros e amortizações pagos pelos Estados ao governo federal são direcionados por este último para o pagamento da dívida pública federal ao setor financeiro.

Em suma: a dívida dos estados com a União força os primeiros a cortarem gastos sociais em benefício do setor financeiro rentista.

É importante ressaltar que a recente CPI da Dívida realizada na Câmara dos Deputados em 2009/2010 já apontou graves indícios de ilegalidades nas dívidas dos estados, tais como a aplicação de “juros sobre juros”, vedados pela Súmula 121 do Supremo Tribunal Federal. Tais juros já ocorriam antes mesmo destas dívidas serem assumidas pelo governo federal, nos anos 90.

Importante ressaltar que o Núcleo Mineiro da Auditoria Cidadã da Dívida acaba de divulgar Carta Aberta mostrando que, nos poucos contratos já disponibilizados pelo governo estadual à Comissão Especial da Dívida Pública de MG, já foram identificados graves indícios de ilegalidades.

Isto mostra que o Grupo de Trabalho da Câmara dos Deputados deveria, antes de propor qualquer renegociação, promover uma ampla e profunda auditoria destas dívidas.


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A Carta Aberta datada de 22/03/12 e citada acima pode ser baixada da página da Auditoria Cidadã. Algumas passagens da mesma:


Carta Aberta aos Deputados da ALMG e à População do Estado de Minas Gerais

A Comissão Especial da Dívida Pública, criada para “Estudar o processo de endividamento do Estado perante a União e analisar as possibilidades de renegociação dos contratos de refinanciamento em vigor” teve acesso ao contrato (Cessão de Crédito do Saldo remanescente da
Conta de Resultados a Compensar – CRC) e 5 ADITIVOS referentes ao endividamento do Estado de Minas Gerais com a CEMIG.

Os pagamentos desta dívida beneficiam principalmente os acionistas privados da CEMIG, que detêm 76,61% das ações da empresa, sendo que 46,45% do total se encontram nas mãos de estrangeiros[1].

Essa dívida teve origem na “Cessão de Crédito do Saldo Remanescente da Conta de Resultados a Compensar”, pactuada em 31/5/1995, no valor inicial de R$ 602 milhões. Depois de 17 anos de onerosos pagamentos, tal dívida se multiplicou por mais de 9 (nove) vezes, tendo chegado a R$ 5,6 bilhões ao final de 2011.

Esse crescimento exponencial decorreu da aplicação de elevadas taxas de juros (atualmente superiores a 20% ao ano, pois soma-se uma taxa de 8,18% ao IGP-DI). Tal taxa de juros supera até mesmo a questionável taxa incidente sobre a dívida do Estado de Minas Gerais com a União.

A despeito dessas graves constatações, o governo do Estado já divulgou o início de processo de renegociação dessa dívida, mediante contratação de empréstimo de cerca de R$ 4 bilhões junto ao Banco Mundial e outras instituições internacionais. A justificativa apresentada pelo governo para essa renegociação é a obtenção de um desconto de cerca de R$ 1,9 bilhão, além de passar a pagar juros de 4,62% ao ano, mais a variação cambial [2].

Cabe ressaltar que tal renegociação, além de consolidar as irregularidades anteriores, fere o princípio da Transparência, que deve reger todo ato da Administração Pública, tendo em vista que remanescem desconhecidas questões fundamentais que interfeririam profundamente nas bases da referida renegociação, tais como:

– Quanto o Estado já pagou à CEMIG, desde 1995?

– Qual o efeito da aplicação das taxas de juros abusivas e dos “juros sobre juros”?

– Quais as bases negociais com o Banco Mundial e quais as imposições de políticas exigidas do Estado, em troca do empréstimo para o refinanciamento da dívida com a CEMIG?

– Até quando o Estado irá pagar essa dívida, considerando que o novo contrato assume o pagamento da variação cambial, que é incerta?

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Mais empréstimos? claro, por que não? Até já providenciaram mais :

Para que o corte de investimentos no Fica Vivo! não comprometa os resultados do programa de combate à criminalidade da Secretaria de Estado de Defesa Social, o senador Aécio Neves está nos Estados Unidos negociando a liberação de recursos junto ao Banco Interamericano de Investimento (BID). O Fica Vivo! poderá receber até R$ 150 milhões, o que possibilitará sua ampliação. A verba, no entanto, só deverá ser liberada em dezembro.

Humm… belo palácio! Tem mais? Bem…. aqui, aqui e aqui em especial. Do especial podemos ler:

Na oportunidade, os deputados expuseram todo o escândalo envolvendo a Rádio Arco Iris, que se iniciou após divulgado pela imprensa que a Land Rouver dirigida pelo senador Aécio Neves, ao ser parada em blitz da Lei Seca no Rio de Janeiro, não pertencia ao tucano, e sim à Rádio. Mesmo com a carteira vencida e se negando a fazer o teste do bafômetro, o senador e seu veículo foram liberados.

Ao apurar a estranha situação, o bloco “Minas sem Censura” e a própria imprensa descobriam que a rádio pertencia a Aécio, à sua irmã Andreia Neves e à mãe Inês. Outros seis veículos de luxo também foram declarados em nome da empresa de comunicação da família Neves.

No caso concreto da Rádio Arco-Íris, empresa de propriedade da família Neves há pelo menos 15 anos, constata-se, e o próprio governo admite, que houveram repasses financeiros do Estado àquela empresa, seja através de empresas estatais, seja através da administração direta estadual, a título de pagamento por publicidade.

É de conhecimento público e geral, que a Sra. Andrea Neves da Cunha exerceu, durante todo o mandato de seu irmão, Aécio Neves, a função de Coordenadora do Núcleo Gestor de Comunicação Social, responsável pela elaboração da política de comunicação não só da subsecretaria de Comunicação Social bem como de todas as demais secretarias, autarquias, empresas públicas e fundações estaduais.

O pagamento de publicidade à empresa de propriedade da família Neves, com o inegável conhecimento de sua administradora, Sra. Andrea Neves, põe dos dois lados da relação comercial a mesma pessoa : quem determina o quanto, quando e como vai ser pago é a mesma pessoa que presta o serviço e que recebe o pagamento. Tal relação não seria promíscua e improba caso se tratasse de uma relação comercial entre particulares. Mas trata-se de recursos públicos pagos a uma empresa particular de propriedade do gestor daqueles recursos.

Quanto ao Senador Aécio Neves, responsável maior pela gestão dos recursos do Estado de Minas Gerais nos últimos oito anos e recém integrado como sócio da empresa em questão, outra não pode ser a conclusão de que também houve a prática de atos de improbidade administrativa. Além de autorizar o pagamento a empresa de propriedade de sua família, o que atenta contra o princípio da moralidade pública, utiliza-se dos bens adquiridos por esta empresa, conforme confessa a própria assessoria do ex-governador, ao admitir que o Sr. Aécio Neves há muito faz uso dos veículos de propriedade da rádio para seus deslocamentos no estado do Rio de Janeiro.

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E o(a) leitor(a) pode se perguntar: mas cada coisa é uma coisa e parece que Macondo misturou as bolas. Será mesmo?…acho que tudo está conectado.

Imagens: Google e fontes citadas

“E Quem Vigia os Vigilantes?”

Como diria o Big Brother:

“Guerra é Paz
Liberdade é Escravidão
Ignorância é Força”

Progresso na espionagem

Via Voz da Rússia

O atual processo de desenvolvimento da tecnologia facilita o trabalho de serviços de inteligência. Agora para vigiar alguém não é preciso dispositivos de espionagem especiais: pode-se obter informações necessárias com ajuda de simples eletrodomésticos.

A fonte que proporciona hoje aos serviços de inteligência o maior volume de informação é a internet. O pessoal da inteligência pode localizar uma pessoa sem quaisquer delongas jurídicas na base das suas anotações nas redes especiais e mediante o seu endereço IP. Mais do que isso – a vigilância pode ser efetuada também com ajuda de eletrodomésticos. A respectiva declaração foi feita pelo chefe da CIA David Petreus. Anteriormente os espiões deviam realizar a vigilância perigosa e instalar os “grampos” em todos os locais freqüentados pela pessoa que interessou o serviço de inteligência. Agora a situação mudou radicalmente. É cada fez maior o número de dispositivos de uso pessoal e de eletrodomésticos ligados à Internet – desde um televisor até os sistemas de navegação de um automóvel. Tudo isso permite à CIA obter em regime do tempo real uma grande quantidade de informações úteis, desde o local em que se encontra o objeto até a filmagem secreta através da câmara de um telefone celular ou um notebook. O perito de Associação de politólogos militares Oleg Glazunov acha que o modo mais simples de vigiar é o telefone.

“Qualquer telefone celular pode ser transformado em microfone ou radiotransmissor a fim de escutar às ocultas as conversas travadas nas proximidades deste aparelho. Mesmo se a pessoa não possui o telefone celular mas ao seu lado está um telefone fixo, pode-se ouvir as suas conversas mesmo com o auscultador desligado sem instalar um grampo no telefone”.

Os especialistas receiam que em breve a tecnologia possa suplantar o pessoal do serviço de inteligência, pois agora estes serviços utilizam não somente as invenções, feitas especialmente para os espiões, mas também a aparelhagem utilizada por pessoas. Resulta que no plano social o pessoal da inteligência é tão indefeso como muitos outros empregados, diz o antigo agente do serviço de inteligência Lev Korolkov.

“A robotização da produção e a introdução de novas tecnologias irão desocupar um grande número de vagas de trabalho. Impõe-se a questão: o que fazer com esta massa excessiva da mão de obra, quê profissões estas pessoas devem aprender? O mesmo pode ocorrer com o serviço de inteligência que não passa de um dos órgãos da gestão estatal, pois a sua função consiste em obter informações, necessárias para tomar decisões. Mas de um modo geral, isso depende da situação geral nas esferas geopolítica, militar, econômica, etc”.

Por outro lado, na espionagem existem funções que podem ser desempenhadas somente pelo homem, acrescentou Lev Korolkov.

“Um dos métodos mais antigos de todos os serviços de inteligência são os agentes. Existem informações que apesar de todas as realizações da tecnologia podem ser obtidas somente por uma pessoa concreta. Pode-se ocorrer, apenas, a redistribuição de papeis entre eles. Por exemplo, outrora o sistema de intercepção de emissões de rádio era relativamente limitado – era preciso procurar permanentemente diversas fontes de confirmação da informação”.

Ao mesmo tempo os peritos estão convencidos de que o desenvolvimento de tecnologias de informação pode melhorar a qualidade de trabalho do pessoal dos serviços de inteligência. A redução dos quadros pode resultar na sua seleção mais cuidadosa e, por conseguinte, elevar a eficiência do serviço de inteligência.

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Big Brother agora pode destacar você no meio das massas

Via O Farol do Buscador

Misturar-se na multidão pode se tornar coisa do passado. Uma nova câmera de segurança japonesa tem a capacidade de pesquisar milhões de rostos com um clique. Uma imagem capturada na invenção de George Orwell pode também procurar outros bancos de dados para rastrear pessoas.

Representantes da Hitachi dos criadores do dispositivo dizem que a câmera usa software de reconhecimento de imagem em combinação com algoritmos onde grupos de rostos semelhantes reunidos possibilitam a criação de uma foto em miniatura de uma pessoa.

Onde antes as autoridades gastavam horas e horas para conferir imagens do circuito interno, um indivíduo pode agora ser encontrado em um piscar de olhos. A câmera pode pesquisar um escalonamento de 36 milhões de rostos em menos de um segundo para formar uma foto em miniatura.

Além disso, uma vez que a imagem é guardada ela pode ser usada para pesquisar outros bancos de dados para comparar.

Apesar do potencial inegável da tecnologia para fins de fiscalização, ele tem algumas limitações. Ou seja, ele só pode escanear rostos dentro de um ângulo de 30 graus da câmera e as imagens devem ser do tamanho de 40×40 pixels.

“Nós pensamos que este sistema é adequado para clientes que possuem um sistema de vigilância relativamente em grande escala, como as ferrovias, companhias de energia, a aplicação da lei, e grandes lojas”, diz a Hitachi.

A câmera está prevista para aparecer no mercado no ano que vem e fornecerá aos governos um enorme alcance para manter o controle sobre seus cidadãos.

A informação é livre e amplamente disponível na internet, então parece que o desafio não é mais a aquisição de dados, mas o seu processamento.

Neste contexto, a câmera é uma reminiscência da nova iniciativa do FBI que lhes permitem filtrar automaticamente as informações de sites de mídia social como o Twitter e o Facebook. O sistema, supostamente em desenvolvimento, destaca as principais informações e as ameaças e as exibe em um formato de mapa.

A informação recolhida através de sites de redes sociais na internet, estão sendo aglutinadas a dados adicionais, como a inteligência dos EUA para combate ao terror doméstico e global, as embaixadas dos EUA e instalações militares e feeds de vídeo de vigilância e câmeras de trânsito.

Fonte: RT Russia

Nota do blog [O Farol do Buscador]: Pois é pessoal, brincando brincando, a cultura do Big Brother, do Twitter e do Facebook está tornando as palavras proféticas de George Orwell como reais e iminentes. Todo mundo ri, e ninguém vê o que acontece bem na frente do nosso nariz. As prefeituras instalam câmeras de segurança nas ruas. As empresas aproveitam para instalar câmeras para “observar e monitorar o ambiente e o serviço realizado”. privacidade é coisa do passado, afinal, todos têm que saber quem eu sou e o que acontece em minha vida. Assim não sou mais um “simples anônimo na multidão”. No celular (I Pad, smartphone, etc) que mantemos agarrados às nossas orelhas (tem dispositivo de localização nele) vamos municiando o sistema que nos “observa”. A tecnologia está a nosso serviço ou ela é uma feramenta poderosa de controle da manada que está feliz com esses novos brinquedinhos? O sistema usa o conceito de Maslow (aquele da pirâmide das necessidades sociais) para nos motivar, nos convencer. Temos MEDO e queremos proteção. Assim o “Big Brother” pode nos ajudar, nos proteger do medo que eles criaram. Criam os lobos, criam as ovelhas. E daí começa aquela lenga-lenga de vir ALGUÉM NOS SALVAR, só que salvar nós mesmos de nossa própria ignorância.

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Então, mais uma citação:

“Aqueles que queimam livros, acabam cedo ou tarde por queimar homens.”

Heinrich Heine

Imagens: Google e fontes citadas

Fidel Castro: Os caminhos que conduzem ao desastre

Via Portal Vermelho

Esta Reflexão poderá ser escrita hoje, amanhã ou qualquer outro dia sem risco de equívoco. Nossa espécie se defronta com problemas novos. Quando expressei há 20 anos, na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento no Rio de Janeiro, que uma espécie estava em perigo de extinção, tinha menos razões do que hoje para advertir sobre um perigo que via talvez à distância de 100 anos.

Então uns poucos líderes dos países mais poderosos dirigiam o mundo. Aplaudiram por mera cortesia minhas palavras e continuaram placidamente cavando a sepultura de nossa espécie.

Parecia que em nosso planeta reinava o senso comum e a ordem. Há tempos que o desenvolvimento econômico apoiado pela tecnologia e a ciência parecia ser o Alfa e o Ômega da sociedade humana.

Agora tudo está muito mais claro. Verdades profundas foram abrindo caminho. Quase 200 Estados, supostamente independentes, constituem a organização política à qual teoricamente corresponde a tarefa de reger os destinos do mundo.

Cerca de 25 mil armas nucleares em mãos de forças aliadas ou antagônicas dispostas a defender a ordem em mutação, por interesse ou por necessidade, reduzem virtualmente a zero os direitos de bilhões de pessoas.

Não cometerei a ingenuidade de atribuir à Rússia ou à China a responsabilidade pelo desenvolvimento desse tipo de armas, depois da monstruosa matança de Hiroshima e Nagasaki, ordenada por Truman, após a morte de Roosevelt.

Tampouco cairia no erro de negar o holocausto que significou a morte de milhões de crianças e adultos, homens e mulheres, principalmente judeus, ciganos, russos e de outras nacionalidades, que foram vítimas do nazismo. Por isso, repugna a política infame dos que negam ao povo palestino seu direito a existir.

Alguém pensa por acaso que os Estados Unidos serão capazes de atuar com a independência que o preserve do desastre inevitável que os espera?

Em poucas semanas os US$ 40 milhões que o presidente Obama prometeu arrecadar para sua campanha eleitoral só servirão para demonstrar que a moeda de seu país está muito desvalorizada e que os Estados Unidos, con sua insólita e crescente dívida pública que se aproxima dos US$ 20 trilhões, vive do dinheiro que imprime e não do que produz. O resto do mundo paga o que eles dilapidam.

Ninguém crê tampouco que o candidato democrata seja melhor ou pior que seus adversários republicanos: chame-se Mitt Romney ou Rick Santorum. Anos-luz separam os três de personagens tão relevantes como Abraham Lincoln ou Martin Luther King. É realmente inusitado observar uma nação tão poderosa tecnologicamente e um governo ao mesmo tempo tão órfão de ideias e valores morais.

O Irã não possui armas nucleares. Acusa-se o país de produzir urânio enriquecido que serve como combustível energético ou componente de uso médico. Queira-se ou não, sua posse ou produção não é equivalente à produção de armas nucleares. Dezenas de países utilizam o urânio enriquecido como fonte de energia, mas este não pode ser empregado na confecção de uma arma nuclear sem um processo prévio e complexo de purificação.

Contudo, Israel, que com a ajuda e a cooperação dos Estados Unidos fabricou o armamento nuclear sem informar nem prestar contas a ninguém, até hoje sem reconhecer a posse destas armas, dispõe de centenas delas. Para impedir o desenvolvimento das pesquisas em países árabes vizinhos, atacou e destruiu os reatores do Iraque e da Síria. E declarou o propósito de atacar e destruir os centros de produção de combustível nuclear do Irã.

Em torno desse crucial tema tem girado a política internacional nessa complexa e perigosa região do mundo, onde se produz e fornece a maior parte do combustível que move a economia mundial.

A eliminação seletiva dos cientistas mais eminentes do Irã, por parte de Israel e de seus aliados da Otan, se converteu em uma prática que estimula os ódios e os sentimentos de vingança.

O governo de Israel declarou abertamente seu propósito de atacar a usina produtora de urânio enriquecido no Irã, e o governo dos Estados Unidos investiu centenas de milhões de dólares na fabricação de uma bomba com esse propósito.

Em 16 de março de 2012 Michel Chossudovsky e Finian Cunningham publicaram um artigo revelando que “um importante general da Força Aérea dos EUA descreveu a maior bomba convencional – a antibunkers de 13,6 toneladas – como ‘grandiosa’ para um ataque militar contra o Irã”.

“Um comentário tão loquaz sobre um artefato assassino em massa teve lugar na mesma semana na qual o presidente Barack Obama se apresentou para advertir contra a ‘fala leviana’ sobre uma guerra no Golfo Pérsico.”

“…Herbert Carlisle, vice-chefe do Estado Maior para operações da Força Aérea dos EUA. […] agregou que provavelmente a bomba seria utilizada em qualquer ataque contra o Irã ordenado por Washington.”

“O MOP, ao qual também se referem como ‘a mãe de todas as bombas’, está projetado para perfurar através de 60 metros de concreto antes de detonar sua bomba. Acredita-se que é a maior arma convencional, não nuclear, no arsenal estadunidense.”

“O Pentágono planifica um processo de ampla destruição da infraestrutura do Irã e massivas vítimas civis mediante o uso combinado de bombas nucleares táticas e monstruosas bombas convencionais com nuvens em forma de cogumelo, incluídas a MOAB e a maior GBU-57A/B ou Massive Ordenance Penetrator (MOP), que excede a MOAB em capacidade de destruição.”

“A MOP é descrita como ‘uma poderosa nova bomba que aponta diretamente para as instalações nucleares subterrâneas do Irã e Coreia do Norte. A imensa bomba – maior do que que 11 pessoas colocadas ombro a ombro, ou mais de 6 metros desde a base até a ponta.”

Peço ao leitor que me desculpe por esta complicada linguagem do jargão militar.

Como se pode verificar, tais cálculos partem do pressuposto de que os combatentes iranianos, que totalizam milhões de homens e mulheres conhecidos por seu fervor religioso e suas tradições de luta, se renderão sem disparar um só tiro.

Em dias recentes os iranianos viram como os soldados dos Estados Unidos que ocupam o Afeganistão, em apenas três semanas, urinaram sobre os cadáveres de afegãos assassinados, queimaram os livros do Corão e assassinaram mais de 15 cidadãos indefesos.

Imaginemos as forças dos Estados Unidos lançando monstruosas bombas sobre instituições industriais capazes de penetrar 60 metros de concreto. Jamais semelhante aventura tinha sido concebida.

Não é preciso uma palavra mais para compreender a gravidade de semelhante política. Por esse caminho nossa espécie será conduzida inexoravelmente para o desastre. Se não aprendemos a compreender, não aprenderemos jamais a sobreviver.

De minha parte, não abrigo a menor dúvida de que os Estados Unidos estão a ponto de cometer e conduzir o mundo ao maior erro de sua história.

Fidel Castro Ruz
21 de março de 2012, 19h35

Fonte: Cubadebate

Tradução de José Reinaldo Carvalho, da redação do Vermelho

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A foto acima tirada do Burgos, mostra as munições com urânio empobrecido usadas no Iraque, ex-Iugoslávia, Afeganistão, Líbia, Gaza, etc. Uma citação fala tudo:

“…Esse urânio empobrecido pode causar danos renais, câncer de pulmão, câncer ósseo, problemas de pele, transtornos neurocognitivos, danos genéticos em bebês e síndromes de imunodeficiência, entre outras doenças. …

…A Al Jazeera informou que as forças invasoras estadunidenses dispararam 200 toneladas de material radioativo contra edifícios, casas, ruas e jardins de Bagdá. Um jornalista do Christian Science Monitor levou um contador Geiger até zonas da cidade que sofreram uma dura chuva de artilharia das tropas dos EUA. Encontrou níveis de radiação entre 1.000 e 1.900 vezes acima do normal em zonas residenciais. Com uma população de 26 milhões de habitantes, isso significa que os EUA lançaram uma bomba de uma tonelada para cada 52 cidadãos iraquianos, ou seja, uns 20 quilos de explosivos por pessoa.”

É isto o que os sionyanques chamam de “levar a democracia” aos povos.

R$ 3.201.373.362.371,41 para os Bancos: 78% do PIB brasileiro em Mãos Sujas

Fico estupefado com os números… mas antes a notação:

1.000 (um mil),
1.000.000 (um milhão),
1.000.000.000 (um bilhão),
1.000.000.000.000 (um trilhão).

Exemplo: R$ 3.201.373.362.371,41
3 trilhões 201 bilhões 373 milhões 362 mil 371 reais e quarenta e um centavos (até os centavos?). Arredondando: 3.201 bilhões ou 3.201.373 milhões…assim fica mais entendível.

Já falamos aqui sobre isto, mas a história dos números inconcebíveis começa no Tibiriça, onde leio entre outras coisas muito interessantes:

Em meio a insistentes ataques da grande mídia à “corrupção” de autoridades dos três poderes institucionais, uma verdadeira corrupção institucional está ocorrendo no campo financeiro e patrimonial do país, destacando-se:

PRIVATIZAÇÃO DA PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS

PRIVATIZAÇÃO DE JAZIDAS DE PETRÓLEO, INCLUSIVE DO PRÉ-SAL

PRIVATIZAÇÃO DOS AEROPORTOS MAIS MOVIMENTADOS DO PAÍS

PRIVATIZAÇÃO DE RODOVIAS

PRIVATIZAÇÃO DE HOSPITAIS UNIVERSITÁRIOS

PRIVATIZAÇÃO DE FLORESTAS

PRIVATIZAÇÃO DA SAÚDE, EDUCAÇÃO, SEGURANÇA,
e muitos outros serviços essenciais, que recebem cada vez menor quantidade de recursos haja vista a luta de 20 anos pela implantação do piso salarial dos trabalhadores da Educação, a recente greve dos policiais na Bahia, ausência de reajuste salarial para os servidores em geral, entre vários outras necessidades não atendidas, evidenciada recentemente na tragédia dos moradores do Pinheirinho em São Paulo, enquanto o volume destinado ao pagamento de Juros e Amortizações da Dívida Pública continua crescendo cada vez mais.

E o que realmente me esbabacou:

A dívida brasileira já supera os R$ 3 trilhões. A grande mídia não divulga esse número, mas o mesmo está respaldado em dados oficiais.

Estas informações foram tiradas do sitio da Auditoria Cidadã da Dívida. Neste espaço encontramos notícias diárias comentadas sobre a dívida, crise global, os números da dívida, dados do orçamento federal de vários anos, vídeos, etc.

Sobre os números vemos lá o seguinte:

O Orçamento Geral da União de 2011 destinou, até o dia 31 de dezembro, R$ 708 bilhões para o pagamento de juros e amortizações da dívida pública federal. Este valor significou 45% dos recursos do orçamento. Enquanto isso, apenas 3% foram destinados à Educação, 4% para a Saúde e 0,12% para a Reforma Agrária, conforme mostra o gráfico abaixo.

E no relatório Números da Dívida:

O Estoque da Dívida Brasileira já supera R$ 3 Trilhões de Reais

Quanto ao estoque da dívida, frequentemente temos sido questionados a respeito dos números divulgados pela AUDITORIA CIDADÃ DA DÍVIDA. No presente artigo indicamos as fontes oficiais de onde extraímos os dados que divulgamos.
O último dado consolidado divulgado pelo governo foi o de Novembro/2011 (Logo que for divulgado o de dezembro/2011, as informações serão atualizadas na página da Auditoria Cidadã da Dívida):

O estoque da Dívida Interna alcançou R$ 2.501.674.500.928,72, ou seja, mais de 2 TRILHÕES e 501 BILHÕES de REAIS.
(Fonte: http://www.bcb.gov.br/ftp/NotaEcon/NI201112pfp.zip – Quadro 35)

O estoque da Dívida Externa alcançou US$ 406.801.663.629,47 ou seja, mais de 406 BILHÕES de dólares (que representa cerca de R$ 700 bilhões, considerando-se a taxa de conversão de R$ 1,72)

(Fonte: http://www.bcb.gov.br/ftp/NotaEcon/NI201112sep.zip – Quadros 51 e 51-A)

Portanto, em novembro/2011 o estoque da dívida brasileira chegou a R$ 3.201.373.362.371,41, ou seja, 3 TRILHÕES e 201 bilhões de Reais, o que corresponde a 78% do PIB.

Como assim? Que dívida? Mas não dizem os especialistas de plantão que “o Brasil agora é credor do FMI” ou que o “Brasil está empenhado em ajudar o Mundo a sair da crise” pois agora ele “empresta dinheiro” e blá blá blá. Continuamos:

Alertamos que a comparação com dados de dívida / PIB de outros países pode levar a conclusões errôneas, tendo em vista que o governo brasileiro pratica as taxas de juros mais elevadas do mundo (atualmente a taxa básica está em 10,5% ao ano, mas os títulos estão sendo vendidos a taxas superiores a esta, principalmente no caso de títulos “pré-fixados”, ou vinculados a índice de preços), enquanto outros países praticam taxas muitas vezes menores: Estados Unidos da América do Norte (0,25%), Japão (0,1%), Inglaterra (0,5%).
(Fonte: http://www.brasileconomico.com.br/paginas/taxas-de-juros_81.html ).
Cabe comentar também que, recentemente, a Alemanha conseguiu emitir títulos a juros negativos.

ESTOQUE DA DÍVIDA “INTERNA”

Inicialmente, cabe esclarecer que a definição clássica de dívida interna já não pode ser aplicada à realidade atual, tendo em vista que grande parte da dívida interna é de fato externa, pois os títulos emitidos pelo Tesouro Nacional tem sido adquiridos principalmente por bancos e instituições financeiras (fundos de pensão e de investimento) estrangeiros, pois pagam os maiores juros do mundo, isentos de tributos para estrangeiros e sem controle de capitais.

O estoque da Dívida Interna Federal denominada em títulos (Dívida Mobiliária Federal Interna) chegou a R$ 2,5 TRILHÕES em novembro de 2011, conforme mostra o quadro 35 da planilha de dados oficiais em excel disponível no endereço abaixo:
http://www.bcb.gov.br/ftp/NotaEcon/NI201112pfp.zip

Tal valor representava em novembro 61% do PIB….

ESTOQUE DA DÍVIDA EXTERNA

O estoque da dívida “externa” já atingiu US$ 406,8 bilhões, conforme mostram os quadros 51 e 51-A da planilha do Banco Central disponível no link abaixo.
http://www.bcb.gov.br/ftp/NotaEcon/NI201112sep.zip

Cabe ressaltar que o governo costuma divulgar um montante bem menor de dívida externa. A partir de 2001, a pretexto de adotar metodologia recomendada pelo FMI, os dados da dívida externa passaram a ser divulgados sem os chamados “empréstimos inter-companhias”, ou seja, os empréstimos devidos por multinacionais a suas matrizes no exterior.

O montante de US$ 406,8 bilhões inclui a dívida externa privada, pois a mesma envolve uma obrigação do Estado, tendo em vista que é o BC o responsável por disponibilizar dólares para o pagamento desta dívida, se necessário, às custas de privatizações, juros altos, e aceitação das políticas do FMI, como sempre ocorreu e continua ocorrendo.

E afinal quanto é o PIB? No sitio do IBGE datada do dia 06/03/2012: Em 2011, PIB cresce 2,7% e totaliza R$ 4,143 trilhões.

Com estes dados façamos umas continhas:

PIB = Orçamento + Dívida “Interna”.

4.143 bilhões = 1.571 bilhões + 2.501 bilhões (Com um erro de alguns bilhões)

E que erro!!! Mais:

Dívida “Interna” + Dívida “Externa” = 2.501 + 708 = 3.209 bilhões

2.501 = 60% de 4.143

708 = 17% de 4.143

3.209 bilhões é da ordem de 77% de 4.143 bilhões que é o PIB. (Não esquecer do erro.)

Agora faz sentido. E isto é de 2011, pois para este ano temos:

O Congresso Nacional aprovou e a Presidente Dilma sancionou o Orçamento da União para 2012 no montante de R$ 2.150.458.867.507 (2 trilhões, 150 bilhões, 458 milhões, 867 mil e 507 reais).

O valor destinado à Dívida Pública corresponde a 47,19% de todo o orçamento, e equivale a R$ 1.014.737.844.451,00, ou seja, mais de 1 trilhão de reais.

E se eu não me embaralhei nos números estes 47,19% aí (R$ 1.014 bilhões) correspondem ao que chamamos nas continhas acima de Dívida “Externa”, que no ano anterior correspondeu a 45.05% do orçamento (R$ 708 bilhões). Quanto será destinado esta ano à tal Dívida “Interna”?

Ainda continuo assustado com os números. E qual a consequência disto tudo?

Enquanto os juros possuem piso garantido, o piso dos professores…

Enquanto garante o ganho dos banqueiros, o governo nega recursos para as áreas sociais e ainda tenta dizer que a dívida não seria um problema. Vários blogs repercutem os comentários da Auditoria Cidadã da Dívida sobre a fala do Ministro da Educação, Aloizio Mercadante, em reunião da Comissão do Plano Nacional de Educação, na Câmara dos Deputados, ocorrida na quarta-feira (14/3). Mercadante tentou desqualificar os que apontam a dívida pública como o entrave para a obtenção dos 10% do PIB para a Educação e para o cumprimento e melhoria do piso salarial dos professores.

Mercadante afirmou que a dívida pública não é problema, pois segundo ele a taxa de juros atual estaria em um patamar baixo (de 9,75% ao ano), e por isso o Presidente do Banco Central (Alexandre Tombini) deveria ser parabenizado. Porém, cabe ressaltar que tal taxa de juros é a maior do mundo, fazendo com que 45% do orçamento federal seja destinado à dívida pública.

Cabe relembrar uma fala do próprio Mercadante, em 8/6/2000, no Plenário da Câmara:

“Quarenta e três por cento do orçamento é prisioneiro da dívida. Por isso, o governo não tem capacidade de investimento, de elaborar políticas sociais e realizar estes projetos. Essa é a discussão central.”

… Mercadante afirmou também que a dívida pública caiu de 65% do PIB para 36% do PIB na gestão do PT. Porém, Mercadante não diz que tal valor se refere à “Dívida Líquida do Setor Público”, que aparece descontada de diversos ativos que o país teria a receber, tais como as reservas internacionais, empréstimos ao BNDES e até mesmo recursos do FAT (que jamais poderiam ser utilizados para o pagamento da dívida). Mercadante não diz que tais ativos rendem juros irrisórios para o governo, se comparados aos juros pagos sobre a dívida bruta, que já ultrapassou os R$ 3 trilhões de reais, ou 78% do PIB.

Ou seja: o governo age como uma pessoa que vai no banco, entra no cheque especial para depositar na poupança, e ainda diz que a sua “dívida líquida” está em um patamar satisfatório…

…Além do mais, se o Ministro Mercadante diz que não se pode saber quem são os credores da dívida (se são especuladores ou famílias), então o governo está admitindo a total falta de controle sobre esta dívida, ou seja, mais uma razão para se fazer a auditoria. Porém, os dados informados pelo próprio governo (disponíveis em http://www.divida-auditoriacidada.org.br ) indicam que os principais credores da dívida são os grandes bancos e especuladores.

Já sabemos quem dança novamente:

Pela paz, sírios defendem Assad e condenam ingerência estrangeira

Via Portal Vermelho

Cerca de cem mil de sírios de todo o país se uniram nesta quinta-feira (15) em uma Marcha pela Paz. O ato é realizado em protesto pela violência armada e terrorista, somada ainda às represálias estrangeiras, que completa um ano e assola todo o país.

O objetivo é manifestar seu apoio à unidade nacional e às reformas realizadas pelo governo do presidente Bashar Assad e condenar a intromissão estrangeira e a campanha anti-síria empreendida pela mídia .

De acordo com informações da imprensa síria, o ato foi convocado por organizações juvenis, estudantis, sociais e políticas, que tomaram as praças e ruas das principais cidades e povoados do país.

Bandeiras sírias, russas e chinesas, em demonstração de agradecimento pelo apoio de Moscou e Beijing nos fóruns internacionais, encheram de cores a Praça Omeya, onde os manifestantes cantaram canções patrióticas e gritavam palavras de apoio ao presidente Bashar Assad.

Em declaração à imprensa, Ahlam, uma jovem professora, disse sentir-se orgulhosa de ser síria. “O país já sofreu demasiado; por um lado, as sanções econômicas e as campanhas política e dos meios de comunicação e, por outro, a violência terrorista dos grupos armados afeta a todos”.

Com um gorro e um lenço com as cores da bandeira síria, enquanto caminhava para a Praça Omeya, palco da concentração, a educadora salientou que embora tenham existido problemas com o governo, este começou a retificá-los e respondeu às aspirações da população ao lançar o projeto de reformas.

Durante sua entrevista, Ahlam censurou fortemente aqueles que querem, de forma oportunista, aproveitar-se da crise, e disse não reconhecer o chamado Conselho de Istambul:

“Esses nem sabem eles mesmos quem são”, disse e repudiou o Catar e a Arábia Saudita: “porque sendo árabes nos atacaram, dado dinheiro e armas para desatar a violência e têm fomentado a sectarismo religioso”.

“Vejamos, por que não transmitem esta manifestação pela Al-Jazeera e Al-Arabiya?”, se queixou.

“Na Síria vivíamos em paz, em harmonia; ninguém se perguntava se era sunita ou xiita ou cristão ou alauita… por isso apoio este chamado à Marcha pela Paz e pela unidade nacional”, afirmou a jovem professora antes de juntar-se à multidão.

Jalal, um jovem operário, condenou os atos de violência e terrorismo e as sabotagens realizadas pelos grupos “que têm afetado muito a economia e o país”, e disse que teve um colega de trabalho morto em um dos atentados com carros-bomba no dia 28 de dezembro em Damasco.

“Por isso sinto tanta alegria, porque expulsaram esses grupos armadas de Homs e agora de Idleb; esses não são sírios verdadeiros, há muitos estrangeiros metidos nisso”, denunciou. Ele questionou: “Por que têm que vir atacar nosso país? Por acaso lhes fizemos algo?”

Também houve marchas e concentrações nas praças Saba Bahrat em Deir Ezzor; Saadallah Al-Jaberi, em Aleppo; Al-Mohafazeh, em Lattakia; no Porto de Tartous; na praça do Presidente, em Hasaka; Al-Baladieh, em Misyaf; na Avenida Salhab de Daraa e nas comunidades de Al-Zahra, Al-Nuzha, Al-Hadara e Al-Sheirat em Homs.

Defesa da democracia

Em nota publicada nesta sexta-feira (16) o governo sírio autorizou a criação de mais dois partidos, os quais já poderão às próximas eleições legislativas programadas para o dia 7 de maio.

De acordo com a nota, as duas novas organizações são o Partido Nacional da Juventude Síria e o Partido Nacional da Juventude pela Justiça e o Desenvolvimento. Eles se somam a outros seis agrupamentos já aprovadas pelo Comitê de Assuntos Políticos que é dirigido pelo ministro do Interior Mohammad Al-Shaar.
A convocação das eleições multipartidárias para maio, pelo presidente Bashar Assad reafirma os preceitos pluralistas da nova Constituição, aprovada no final de fevereiro como parte do processo de reformas integrais que está em curso no país.

Com informações da Prensa Latina

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Síria: Grupos armados perpetram novo massacre de famílias indefesas

Via Prensa Latina

Damasco, 14 mar (Prensa Latina) Grupos armados perpetraram um novo massacre contra famílias indefesas, desta vez na comunidade de Karm Louz, que elevam a 60 o número de civis, entre eles crianças e mulheres, brutalmente assassinados na província síria de Homs.

Os espaços matutinos da televisão mostram hoje espeluznantes (espetaculares) imagens dos horrendos crimes cometidos nesta terça-feira por bandas de facínoras artefatos e financiados desde o exterior, que estão sendo perseguidos por efetivos sírios no deserto dessa região central do país, assinalaram as autoridades.

Ao igual que a noite do domingo em Karm Zaytoun, onde balearam 45 membros de famílias pobres alauíes, os armados atiraram contra Karm Louz e em outras 15 pessoas, entre estas, uma mãe com seus quatro filhos na sala de seu lar, ao mesmo tempo em que assaltaram e saquearam as moradias, divulgaram os meios.

Os abomináveis atos de terror acontecem depois que o enviado especial da ONU, Kofi Annan, visitou Damasco para promover um diálogo e um arranjo político da crise na Síria. Esses crimes -disse um servidor público à Prensa Latina- representam um aberto deboche à missão de Annan e a qualquer outro gerenciamento.

Na operação por detê-los, agentes da ordem encontraram um esconderijo na que essas bandas filmavam e realizavam informes falseados para os canais Al-Jazeera e Al-Arabiya, informou a agência de notícias SANA.

A Rede Síria de Direitos Humanos condenou o assassinato de 45 pessoas a mãos de grupos terroristas logo que as sequestraram e torturaram, para filmá-las e enviar a gravação a canais satelitais tendenciosos e culpar ao Exército sírio por tais atrocidades, denunciou em um comunicado essa organização.

Repudiou também que um grupo de franco-atiradores disparou contra moradias para aterrorizar a população de Eyadat.

Enquanto esses grupos sigam recebendo o respaldo e o amparo de países como Estados Unidos, França, Reino Unido, Turquia e Estados árabes como Catar e Arábia Saudita, estarão ameaçados os direitos humanos e socavada a luta contra o terrorismo, advertiu a organização.

“Esse apoio dá-lhes aos grupos terroristas licença para prosseguir com seus crimes e violações sem respeito aos valores morais e os sentimentos humanos”, conclui a nota.

Por sua vez, o Observatório Sírio pelas Vítimas da Violência e o Terrorismo, um grupo humanitário de nova criação, condenou o massacre contra famílias em Homs.

O Observatório enfatizou que tais crimes são “uma clara evidência da brutalidade do Conselho de Istambul e não deixam dúvida alguma sobre o tipo de democracia e liberdade na que crê essa gente”.

Em uma mensagem, esse agrupamento assinala que estes brutais atos tiveram lugar em torno de um novo debate no Conselho de Segurança da ONU, o qual mostra a premeditação do eixo catari-saudita nos planejar e os dirigir, e utilizar em seus canais para fomentar a sedição e o conflito religioso na Síria.

O Observatório Sírio pelas Vítimas da Violência e o Terrorismo urge às organizações não governamentais deste país a mobilizar esforços para desmascarar os crimes do Conselho de Istambul em todos os círculos internacionais e as organizações humanitárias.

ocs/mh/bj
Modificado el ( miércoles, 14 de marzo de 2012 )